Tomei um top-down! Como agir?
Introdução
Quando gerentes encaram top-down, uns entendem que faz parte da subordinação. Por outro lado, outros interpretam como falta de respeito.
Mas afinal, você sabe o que é top-down?
Qual é a melhor forma de reagir a um top-down?
Além disso, existe alguma forma de fazer gestão sobre um top-down?
Sim, existe! E esse artigo vai te direcionar sobre a melhor forma de agir frente a essa imposição.
O que é um top-down?
“Top-down”, “crachazada”, “carteirada”, você certamente conhece alguém que já passou por isso.
Ninguém aceita com naturalidade esse tipo de imposição, até porque o top-down só acontece quando existe uma divergência de opiniões entre o subordinado e um superior hierárquico.
Na maioria das vezes, o top-down é uma atitude autoritária onde, quem “toma” o top-down, se vê obrigado a fazer alguma coisa que não concorda.
quando ocorre o top-down? gestão top-down na prática
Vamos iniciar nossa abordagem através da contextualização de um escalonamento referente a um problema muito comum: o escopo do projeto não cabe no prazo desejado.
O gerente já realizou diversos estudos mas a solução desse issue é praticamente única: sem aporte financeiro não existe a possibilidade de entregar na data almejada.
Durante a reunião para apresentação do issue, diversas ideias são discutidas, mas uma delas ganha a simpatia de grande parte da audiência.
O diretor então toma a decisão e ordena: “faça dessa forma”.

E ai? Como agir e fazer gestão da situação?
Para o gerente, simplesmente acatar à ordem pode parecer o caminho mais cômodo, mas certamente, não é o caminho mais adequado.
Por outro lado, é altamente recomendado não resistir sem um argumento sólido.
Mesmo que a solução proposta pareça impraticável é muito importante que o gerente de projetos solicite um prazo para analisar se o que foi proposto:
- é viável
- é exequível
- ou é loucura
Gestores tem obrigação de apresentar o plano para entregar o que está sendo solicitado, mas também tem o dever de apontar os riscos e issues inerentes à execução.
Isso se aplica à qualquer decisão, sobretudo a um top-down.
É muito importante que todos os gestores tenham em mente que:
- Apresentar os riscos associados a um top-down não é insubordinação
- Apresentar os custos adicionais gerados por um top-down não é insubordinação
- Registrar os efeitos colaterais de um top-down são importantes lições aprendidas
- Fazer analogias com outras decisões similares é um excelente caminho para mensurar o tamanho dos riscos
Se o resultado de toda essa análise sinalizar um desfecho controverso ou incerto, antes de iniciar a execução, é necessário compartilhar a devolutiva da análise com responsável pelo top-down.
Se mesmo após a apresentação dos custos, issues, riscos, histórico de decisões similares e lições aprendidas a decisão que gerou o top-down for mantida, o plano deve ser executado.
A gestão da situação foi realizada. A partir desse momento, qualquer resistência do gerente pode ser considerado insubordinação.
Conclusão
Fazer a gestão do top-down nada mais é do que fazer uma gestão efetiva dos riscos e issues mapeados a partir da tomada de decisão. É exatamente essa gestão que vai resguardar o gestor da resposabilidade do insucesso e justificar os resultados provocados pela imposição.
Mesmo que os riscos e issues expostos direcionem para um cenário catastrófico, se a decisão do top-down for mantida, ela deve ser executado pelo gerente.
Nesse cenário, o resultado negativo não será sinônimo de fracasso pois gestão foi efetivamente realizada.
Importante: Não existe gestão sobre top-down que quebre o código de conduta.
💡 Para entender na prática como os temas se conectam, veja o roadmap de Gestao de Projetos.